domingo, 30 de maio de 2010

Oi! O que é que aconteceu?

Ás vezes quando acordo, parece que estou noutra dimensão.
"-Opá! Onde é que eu estou?! Este não é o meu mundo!" - é o que digo quando acordo num desses dias.
De repente parece que entro num episódio do stargate! Aquele em que eles atravessam um espelho e "olá dimensão paralela!" [eu sempre quis aparecer na televisão (ou não), mas podiam avisar quando é que ia acontecer)
Uma dimensão que tem o mesmo ambiente e as mesmas personagens e uma história completamente diferente. Nunca vos aconteceu?
A mim é tipo, frequente. Acontece-me quando seres que me rodeiam têm atitudes, como é que eu hei-de dizer... estúpidas, vá. Em vez de irem por um caminho directo, vão dar uma ganda volta para chegar ao mesmo fim. Parece que está tudo trocado!
Nestes dias, ou estás numa dimensão paralela ou a única coisa que consegues pensar é: "-Onde é que estão as câmaras? Isto deve ser para os apanhados!"

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Coisas de criança

Há pessoas que discutem por tudo e por nada.
Qualquer coisita e o mundo vai abaixo! Cai o Carmo e a Trindade!
Qualquer desculpazita serve para iniciar um debate!
Ainda noutro dia me aconteceu:
"-Olha, já sabes da novidade?
-Sim, o X já me tinha dito.
-Oh X! disseste-me que não tinhas dito!
-Eu disse-te que lhe contei.
-Tu disseste-me que não!
-Disse-te que sim.
-Disseste que não!
..."
Pronto... já está.. Nasceu a confusão... e Depois ficam amuados um com o outro e fica o amuo no ar! que agradável.

Mas afinal qual era a ideia? Não era eu ficar a saber a novidade? Pronto, eu já sabia. Queriam ser os dois os primeiros a dar-ma, era? Eu posso fingir-me surpresa das duas vezes. Não sou lá grande actriz, mas se vos faz feliz.
Criancices...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Musicais

Esclareçam-me aqui uma coisa: os filmes baseiam-se na vida real, certo? No dia-a-dia de seres (?), com uma história desenvolvida a partir de um facto particular.
Ok, então estamos de acordo.
Ora, conhecem alguém que, de cada vez que lhe acontece alguma coisa desata a cantar?
Que nunca desafina e nunca se engana?
E, ainda por cima, tudo/todos os que a rodeiam conhecem a letra?
Parece-me pouco provável, não concordam?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Olha...coiso!

Uma palavra que se tornou multiusos, é "coiso". Ou "coisa" dependendo do contexto.
É utilizada para tudo. Encaixa-se em qualquer contexto.
Quando uma pessoa não se lembra de uma palavra, lá vem a outra ao barulho.
Até a usamos para chamar as pessoas quando não nos lembramos do nome.
"-Quem?
-O coisinho!" - ah! muito esclarecedor...
E depois ainda ficam chateados quando ficamos na mesma.
"-Quem?!
-Epah, o coiso!"
Pois...
Depois existem também alguns ajustes: coisinho(a), coisito(a)... que ajudam muito mais! (ironia) Claro! restringem a dimensão da coisa (ah engraçado!) à qual se referem.
Parece que falam noutra língua...
E o pior é que parece que é contagioso. Pega-se!
Um começa a falar assim e dá um bloqueio geral aos intervenientes na conversa. Esquecem-se todos dos nomes de tudo...
Tenham cuidado. Não se aproximem. Já tou afectada!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

episódio: O Bombeiro

Bem.
Estava eu ontem nas urgências do hospital de Cascais (numa tentativa de descoberta do motivo da dor que me afecta o dedo anelar da mão esquerda) quando de repende me surge uma visão. Um Bombeiro! Lindo de morrer! Giro, giro, giro!
A sério, sério.
Tinha ar de ser boa pessoa, humilde. Muito sério, algo tímido e simples. Com 20 e poucos anos.
Com um olhos azuis, azuis. Com barba de 1/2 dias. O rosto com óptimas proporções. E umas mãos bonitas. Para além de que é bombeiro! Perfeito!
Entretanto, abandonei o local para ir para a ortopedia para ficar mais 4/5 horas à espera para ser atendida.
Sem visões e nos intervalos de patetice, fui magicando uma forma para voltar a ver O Bombeiro giro, apesar de ter reparado no anel que estava no dedo anelar da mão direita (o que pode ser sinal de compromisso.. mas também pode ser nada!).
Para chamar uma ambulância, lembrei-me de partir uma perna (demasiado doloroso), comprimidos (visto que ele estava lá por uma rapariga na mesma situação), embebedar-me (não estaria em condições de reparar nos bombeiros que me iriam socorrer)...
Mas, em qualquer um destes iria sempre correr o risco de não ser aquele Bombeiro a socorrer-me...
Depois de pensar e repensar em possíveis planos e teorias, acabei por chegar a uma conclusão (possivelmente) mais eficaz: um dia vou ser bombeira voluntária em Cascais/Albarraque!

Até lá, espero. Um dia hei-de voltar a ter a visão de perfeição. Hei-de voltar a ver O Bombeiro. Quem sabe?

"O quê"

A expressão "o quê" serve para tudo.
Coitadita.
Está sempre a ser requisitada por toda a gente. Para o bem e para o mal. Mas acho que é mais para o mal.
"-Epá! vocês são piores que sei lá o quê!"
O "o quê" deve ser mesmo mau, porque as pessoas são piores do que ele... Ou então é bom e as pessoas não sabem o que dizem. Porque verdade seja dita que não há por aí nenhuma definição do "o quê".
Mas é um facto que o "o quê" é sempre um termo de comparação.
Por exemplo:
"-És parva ou quê?" - Esta é uma pergunta que não tem sentido.
Bem, por via das dúvidas, nestes casos, respondam sempre "-O quê!"
Como não se sabe o que quer dizer é menos mal.
A menos que sejam parvos. Aí não mintam e respondam com orgulho "-Sou parva!"
Era o que eu faria...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

é como diz o outro..

Esta frase, dita e ouvida muitas vezes ao longo do dia a modos que, vá, me dá cabo dos nervos.
Quem é o outro? Alguém me sabe dizer?
O que é um facto é que ele diz muitas coisas! Aliás, o raio do outro tem sempre alguma coisa a dizer!
Estão seres conversantes a meio de uma conversa e sai-se com:
"-...é como diz o outro..."
Tenho a sensação que toda a gente o conhece menos eu.
Alguém nos apresenta?